segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Usando a Cabeça...

Não lamento falhar ao tremendo  intento de tirar minha licença poética.
Envernizo os clichês manjados que se tornam trovas de um tratado de estética.
Troco seis por meia dúzia, certo pelo duvidoso e deixo mama um tanto cética.
Revido e digo: Não preciso de qualquer síntese que explique minha dialética.

Pesco Ilusões na boca da criança quando a palavra inda dança pra se libertar.
Na sua pura e bela inocência analiso e pesquiso a rara ciência de saber silenciar.

Então caminho a ajuntar na ruas os fragmentos pra formar uma ilusão.
Em prece poética sento e de novo reinvento sonhos que cabem num bordão:
“Deixa tua alma falar, é só esse meu apelo!!
Usa mais a tua cabeça para pendurar cabelo!!

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