sábado, 13 de novembro de 2010

Na calada da madruga...

Na calada da madruga faço a finta, Sei que ficar marcando é tinta
Tô na vazante Improviso um verso e Vou na fuga
disparo fácil, fogo fátuo, tô farto de sangue suga..
Cabeça nas estrelas, pés no chão e nada no bucho
Tenho na reza a proteção, Faço a preza no gaúcho.... 
Sem mais, o mesmo, Uma gelada a boa prosa uma branquinha e um torresmo.

Olho pro céu e faço a prece.
A patota de cosme do alto desce.
Meu peito inflama e um samba me aquece:
“O bar doce lar dos boêmios, aonde os amores são gêmeos...
 Refúgio de quem quer viver na noite..”

Peço outro  engasga gato mas não sou de pagá pato.
Mostro o pau e cobra eu mato, Se empapuça fica chato.
Festa sem queijo rato come rato. Chispo caio no mato.

Não sou de rumar arenga nem suporto lenga lenga.
Pra que queimar os outros se já tenho minhas pendenga.
Se eu for falar de tristeza me tempo não dá..
Tudo na vida é vai e volta se oriente rapá... To vazando vou rodá.

Na boca da noite suja as vezes me parece que só minha mente mente.
Somente, Se for levar no pé da letra escorrega derrepente.
Óia que dá um repente. Olha aqui que é diferente. Tente Invente.
Samba Funk Rap Soul, mistura com rocknroll é tudo coisa da gente.

O frio é forte levo um fogo nos olhos e no peito um corte.
Mas se estaciono me admiro, eu paro eu penso eu logo piro
No movimento assim prefiro, baratinado dô corda e giro.

Se meu sentimento pára nela, meto sebo na canela
A fumaça lá na praça é que é da boa que é daquela.
Um dois e desço na banguela, assim já meio biela.
Atravesso a passarela e tramo trovas só pra ela.

 Meus olhos viajam nos trilhos, Trem que trinca meu gatilho. DIspara o pensamento andarilho.
Com o mar das minas Rego nossos sonhos !me maravilho!.
Ponta de areia. Ponto final. Iemanjá  banhando meu astral.
Busco da curva do rio minha estrada natural.

Mas Quando encaro os faróis da rua meu delírio logo passa.
Pois quem muito anda na linha o trem pega e esbagaça.

A treta é forte. O trato é trato. Não há mistério.
Não chegaria assim tão longe em trem que só leva minério.
Mais um anseio aterrado num deleite deletério.
Na terra onde o sonho não é levado a sério.

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