quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Quando o AmoR (Des)Faz Sentido

Nosso amor não tem sentido, pois nenhum sentido há em ter de se fazer sentido.
E sem ter tido nada além de sentir o amor por nossa alma gerada,
 acinto que sem sentir tua boca beijada...
...sem tua beleza em verso assim citada...
Sinto “que o que” era sentido não seria nada.
Mas afinal, quem tem de fazer sentido é soldado.
E eu que não sou dado a soldar os lados da verdade
Não me importo em saber se és minhalma gêmea ou carametade.
Pois quando a onda do amor invade,
Toda meta de um cara se espraia em metáforas da realidade
Meto a cara nas palavras para saudar o sonho e a saudade...
E tampouco o que fora sido faz sentido pra mais tarde.
E o grito louco ressoa meu alarde: Vêm, Vêm! e me arde

Deguste de Sotaques

Se nossa língua insensível fosse
nunca ao certo saberia sequer o sabor do doce
Sem a pimenta que o sotaque nos trouxe
a vida ficaria insossa e saturada pela verborragia
(Mesmos sons soando sem cessar provocando a velha azia)!
O sotaque transa os verbos alimenta uma nova economia.
O salário que não serve ao sonho nossa sede não sacia.
Na lavra da palavra sinto o gosto... dessa Sina, sua seiva contagia!!
Suo o Sangue pra alimentar muitas bocas de poesia...