Nosso amor não tem sentido, pois nenhum sentido há em ter de se fazer sentido.
E sem ter tido nada além de sentir o amor por nossa alma gerada,
acinto que sem sentir tua boca beijada...
...sem tua beleza em verso assim citada...
Sinto “que o que” era sentido não seria nada.
Mas afinal, quem tem de fazer sentido é soldado.
E eu que não sou dado a soldar os lados da verdade
Não me importo em saber se és minhalma gêmea ou carametade.
Pois quando a onda do amor invade,
Toda meta de um cara se espraia em metáforas da realidade
Meto a cara nas palavras para saudar o sonho e a saudade...
E tampouco o que fora sido faz sentido pra mais tarde.
E o grito louco ressoa meu alarde: Vêm, Vêm! e me arde
Nossa poesia é a erva daninha do concreto É Jardim onde se anCora São o Sem Teto Podam-lhe os galhos mas a raiz permanece Na Madrugada Suja das frestas frias cresce Quando jogam-na ao chão um verso o aMORtECE Brotam belezas ocultas reveladas a quem merece Raiz ramada no escuro. Silenciosa e Lentamente UnirVersos a germinar revoluçoes em sementes... TudoNosso!
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Deguste de Sotaques
Se nossa língua insensível fosse
nunca ao certo saberia sequer o sabor do doce
Sem a pimenta que o sotaque nos trouxe
a vida ficaria insossa e saturada pela verborragia
(Mesmos sons soando sem cessar provocando a velha azia)!
O sotaque transa os verbos alimenta uma nova economia.
O salário que não serve ao sonho nossa sede não sacia.
Na lavra da palavra sinto o gosto... dessa Sina, sua seiva contagia!!
Suo o Sangue pra alimentar muitas bocas de poesia...
nunca ao certo saberia sequer o sabor do doce
Sem a pimenta que o sotaque nos trouxe
a vida ficaria insossa e saturada pela verborragia
(Mesmos sons soando sem cessar provocando a velha azia)!
O sotaque transa os verbos alimenta uma nova economia.
O salário que não serve ao sonho nossa sede não sacia.
Na lavra da palavra sinto o gosto... dessa Sina, sua seiva contagia!!
Suo o Sangue pra alimentar muitas bocas de poesia...
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