Tropicos em Transe

Nossa poesia é a erva daninha do concreto É Jardim onde se anCora São o Sem Teto Podam-lhe os galhos mas a raiz permanece Na Madrugada Suja das frestas frias cresce Quando jogam-na ao chão um verso o aMORtECE Brotam belezas ocultas reveladas a quem merece Raiz ramada no escuro. Silenciosa e Lentamente UnirVersos a germinar revoluçoes em sementes... TudoNosso!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Voz do lamento...

Arfante abro espaço na selva de cimento
Não ouço mais o pulso da vida
já é muda a voz do lamento
Mas mantenho preciso o verso de improviso na artimanha de fundamento
fundo respiro, queimando um eu piro e olhando a cidade.. muito me admiro.
no defronte do meu vagar se perfilha o rosa-plumbeo que adensa os poros do horizonte
A inocência pigarreia encafuada nas frestas da ignorância,
enquanto o escarro da noite escorre pelos bueiros até o relento de nós mesmos...
E os Nós que a garganta não desata sufocando o encanto da canção que arrebata,
Asfixiado pela Burrocracia que engravata, embarga o canto de dor... mas não mata..mas não mata!!!
aos ouvidos de quem ama, nas rodas de bamba, na força do samba.. onde reluz a chama...
se escuta a voz do poeta.. que sangra, sangra e arde mas nunca se aquieta!!!

  

Postado por Boca_Nervosa às 04:42
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