Da cama vislumbro intensa chama...
E queima um fogo em meus olhos que clama...
Pra que se consagre da vida o milagre
E verta minhas mil lagrimas num choro acido a correr pela minha face
Purgando meus poros inrustidos. E Se combinando ao sangue de meus olhos nasce...
Um amálgama que de mim cresce a corroer as grades que me agrilhoam neste prédio.
E do meu peito se extraia uma sinfonia caótica que me sirva de remédio
e se irradie explosiva melodia implodindo a ponte superfaturada de tédio.
Grito Mudo em rimas inflamadas.
E o silêncio febril é a centelha explosiva que precede meu assédio.
Inspiro o pó do minério, e do ar deletério transmudo a alquimia do verbo:
escavar a palavra até extrair-lhe sua beleza ancestral,
até jorrar de seus primórdios a ternura essencial....
Como o mineiro Drummond em sua lavra, garimpo o absurdo até nascer palavra: MAGIA!
E assim como um ébrio de língua vadia,
Exulto jocoso a solitária flor da melancolia.
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