quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Quando o AmoR (Des)Faz Sentido

Nosso amor não tem sentido, pois nenhum sentido há em ter de se fazer sentido.
E sem ter tido nada além de sentir o amor por nossa alma gerada,
 acinto que sem sentir tua boca beijada...
...sem tua beleza em verso assim citada...
Sinto “que o que” era sentido não seria nada.
Mas afinal, quem tem de fazer sentido é soldado.
E eu que não sou dado a soldar os lados da verdade
Não me importo em saber se és minhalma gêmea ou carametade.
Pois quando a onda do amor invade,
Toda meta de um cara se espraia em metáforas da realidade
Meto a cara nas palavras para saudar o sonho e a saudade...
E tampouco o que fora sido faz sentido pra mais tarde.
E o grito louco ressoa meu alarde: Vêm, Vêm! e me arde

Deguste de Sotaques

Se nossa língua insensível fosse
nunca ao certo saberia sequer o sabor do doce
Sem a pimenta que o sotaque nos trouxe
a vida ficaria insossa e saturada pela verborragia
(Mesmos sons soando sem cessar provocando a velha azia)!
O sotaque transa os verbos alimenta uma nova economia.
O salário que não serve ao sonho nossa sede não sacia.
Na lavra da palavra sinto o gosto... dessa Sina, sua seiva contagia!!
Suo o Sangue pra alimentar muitas bocas de poesia...

terça-feira, 7 de junho de 2011

Sermão

·        ...no trote macio do camelo versando a la dom quixote na babilonia
vou combatendo o desmazelo e golpeando em cheio a dor da insonia.
de quem já não pode dormir tranquilo
pois se esqueceu que um dia foi bebê mamando no mamilo.
e quem já bebeu na fonte da mâe terra, sabe bem que a missao se encerra...
em se desfazer da ambição
de querer ser mais que Deus,
de querer ser mais que os seus
·         quando nos falta é ser irmão
Não sou de esfregar, sabão não sou de passar sermão,
mas de ter os meus iguais pedindo a mão...
rogando um pedaço de pão. eclode em mim a conclusão... 
Que o que nos falta é ser irmão... se não... Lá vêm Sermão.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Do Presente

Do Presente 
“O presente mente, sente a mente... Só Saberás Futuramente...”
Mas um presente quando é dado há de viver eternamente...
É dádiva da vida e dá viço ao que vale verdadeiramente.

“O presente mente, sente a mente... Só Saberás Futuramente...”
Vigora ainda em nossos tempos quem se ausente,
Há quem diga que o que vale é o que virá vindouramente...
mas quem presenteia, pressente. Preza pelo presente.

Renova o mar da vida ao fazer fluir seus afluentes.
Dar é de si, se fazer ausente. Pra reviver em novos verões, quentes.
Em vastidões por vir, viremos entregues aos versos do oriente
Dádivas entoadas pela voz que voa: “Vive este presente”... 






quinta-feira, 7 de abril de 2011

Fé Fu(n)dida!!

Essa estranha mania da fé que ainda me funde a cuca...
Mas afinal....
Melhor é dar o tiro n'agua do que meter bala na nuca.

segunda-feira, 28 de março de 2011

...Transanuviar-se...

Aos tropeços na trilha do destino a entortar a inevitável trama do futuro. Um outro atrás do passo que ao largo de mim passa, a passear pelo passado.
Na passada do bailado cósmico, a gingar pelo amanhã. Com a manha de viajar no tempo voando vadio pela vida vã... (mas se o presente é um afã!!!??).
Como ausentar-se de estar em si... Transanuviar-se em nuvens vermelhas?? Toda explosão começa pelas centelhas...
Fitando os passos marcados na estrada da liberdade
vislumbro as sombras vastas da eternidade.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Remédio dessa Apatia

Desborda raiada a estrela da manhã num rebento,
deixo que o brilho aos meus olhos caia. N'Aurora me oriento!
As pálpebras cansadas carregando o peso largo da boemia,
não se entregam nas calçadas, e posso espreitar o sol desbragando o dia.
E eu me largando nos braços da poesia, 
versando a vez da valsa vadia.
Que me pega e na paga da tonteria, 
me traga e num transe se torna o remédio dessa apatia...
Que tu me entreg'às cegas ao raiar do dia.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Linhas de Pensamento... 171 que é meu alento...

Pensando em você assim,
é como se aumentasse em multidão o único que habita em mim.

Pensando em você assado,
é como se invadisse em arrastão a vasta ausência do meu lado.

 


E bem que você podia pensar  um tanto em mim
enquanto escrevo a poesia
E o teu pensar atuaria assim em minh'alma vadia
como a lua a deflorar o dia.
E só de te pensar, o que sinto n'alma minha
num repente escreveria...
E o que minto nestas linhas
tão somente bastaria.

Ed.B

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Confissões de um Trovador



...Quero te lambuzar com meu gozo lírico.
Te assediar com poetagens lúbricas
e te masturbar com minha verborragia leviana
até deixar o soneto do teu corpo todo trovadinho...

Ed.B