quarta-feira, 24 de novembro de 2010

ai cai...(ou Poema ZenHolisticoExpress)

Poema Pronto.
Etecetera e Tao...
Cabô. E Ponto.

Marcela: Causo que causou Querela

Tratava o muleq de zé biela, ela era daquela.. ahh marcela!!!Levava na rédea curta, Zuava e não dava trela!!  Jogava no bicho, armava barraco e gritava como se esguela. Rumava rebu e zuava pela janela...
Té quando num dia de querela ele mandou o sapato nela... Rancou o coro da donzela, deu-lhe uma surra de fivela e lhe rebentou duas costelas.
Ahhh rapaz.. a bichinha saiu desbarrancando na pinguela, embirutada emburacando nas vielas, e ele pra não pagar de zé panguela, já que tinha estribuchado as parafusetas dela, meteu sebo na canela, desceu a rampa na banguela...
Se escafedeu lá pra favela, foi no terreiro acendeu  dúzia de vela... parou na budega do falabela pediu mei litro de cana e sanduba de mortadela. Um caldo de piranha e uma porção de moela.
Quem logo chegou foi Donatella, véio sabido deu a letra sobre ela: “A moça era bonita mas era conhecida como chave de cela, aahhh marcela!! Mais um que se mela, por querer enfiar parafuso sem medir a ruela.”

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Exagerices do Querer

Gostaria eu de escrever um poema inspirado em belezas raras, etéreas e puras
Que tuas rimas sem rasuras reverberassem a iluminação das sagradas escrituras.
Eu queria que este poema tivesse o peso d’alma de poderosos antepassados.
Que tuas palavras sangrassem as palmas de quem as lesse a punhos cerrados..

Gostaria de escrever algo que reavivasse o culto de deuses decaídos
Um poema que revelasse o mistério de planos astrais esquecidos.
E em cada misterioso verso seu se desvelasse em tom apocalíptico
sacro e sábio segredo de que cada fim carrega em si o renascer mítico.
Que em cada linha lida se destilasse um pouco da espessura fantástica
de símbolos mágicos como a cruz, a estrela de davi e a suástica.
queria que as palavras deste poema se amalgamassem num bailado zen.
Invocando o poder mágico de sagrado´sons:  namastê, axé, saravá, amém.

Mas quando muito se quer pouco se faz, quem muito deseja pouco satisfaz...
Poder no entanto e querer, sempre mais, Todo bom verso tem um reverso atrás.
A vida é real e de viés sei que bem sabe armar
Recolhido na ignorância de quem mal sabe rezar.
Te peço ó pai,  mesmo se for pro inferno me mandar,
Conceda-me  exagerar em versos a eternidade de amar.
Ed. B.

"... o poeta é um fingidor...

Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho."

Fernando Pessoa

sábado, 13 de novembro de 2010

Nossa Gramática Anti-Ética

Quando estou perto de ti meu doce de coco,
O Barato é Loco, loco locolocolocolo coloco
Os lábios quentes nos ouvidos teus e despejo
Sem dó mil poemas de cor até você pedir socorro! Socorrosocorrosocorro e só
Corro atrás de ti, troço e te faço rir porque és minha donzela
Mas Se em meus versos me distraio num instante cadê ela!? Cadêelacadela
Cadela, te procuro e não relaxo só quero ser teu macho,
Pois me perdendo em ti me acho, contigo eu piro eu te admiro, te admiromiromiro
Miro um verbo em ti sem pena
E se preciso  faço cena, outra cena, mais uma cena cenacenacenace
E nasce de nós dois esplêndido rebento germinado da  palavra sentimento. SentiMento SentimentoSentimento
 Sem ti Mentalizo uma gramática anti ética,
 E arreganho sua licença poética de  amar.

Ed. B

(Ahhhh se eu Fosse...
Se eu fosse um cara amargo, arrebentava esse cu doce) "Salve Raimundos!!"

Amor de Bacharel


A imensa arquitetura urdida nos sonhos meus
Exalta a cor da literatura emanada pela chama dos lábios teus.
Quero me aprofundar na secreta biologia dos fundos de seu quintal.
E poder me especializar na complexa sociologia que emerge de sua ternura essencial.
Depois de teres reinventado afro-molente pedagoginga cênica com teus quadris
Clamo a medicina brejeira dos teus abraços abrandando meu braços febris.
Enfermo da Paixão quero da química a solução de teu sedutor encanto
E entender a fisica quantica das curvas misteriosas de seu pudor
Enquanto saboreio edificado a engenharia divina dos encontros
construídos pelos peões arcanjos do amor. 

Quadrinhas Ininquadráveis


De Poeta da Voltaço
Pra fazer minha moral
Não tenho peito de aço
Ataco de cara de pau

Não quero carro blindado
Meu patrão mandei pro espaço
Rimas de corpo fechado
Minha história eu mesmo faço

Deixo Cuca Oca dormente
Com minha prosa apimentada
Não tenho as costas quentes
Mas minha língua é afiada

Dou um banho de água fria
 Nessa mente atrasada
Farto da demagogia
da cidade acinzentada.

Dou vazão ao sentimento
Falo em clamor e não erro
Do pó que aspiro eu invento
A liberdade a fogo e ferro.

O fogo vem das caldeiras
Molda o ferro na usina
Moldo a vida em brincadeira
Do poeta em sua rima.

A fusão é meu tempero
Vou de angu com rabada
Mei do camin mei mineiro
Café Leite e Goiabada



Vento Norte...


Se é o mar quem nos conduz e navega
Rumo ao norte, carregado da sorte de quem todo se entrega.
Se é preciso um banho de fé pra remar contra a maré
Aceito o desfio.
Rainha Iemanjá Antes fosse neste mar de água doce
Quem me invade é o rio.
Nele encontro os retirados de um Norte sem guia
cruzando os caminhos
Dos nordestinados às incertezas do dia.
Em busca de algo lhes valha a viagem
De Patativa e Elomar versadores tenho a miragem
E Lembro que Deus nos trouxe ao mundo só de passagem
Sigo cantando esta dor que rompe o ventre dos rios infindos.
Me uno ao som do  tambor que desvirgina a  aurora dos dias tão lindos.

2008/2009

Experimentante...


Experimentante vou Vivendo.
Errado e Errante eu aprendo.
Parado, calado eu me rendo.
Futuco e Cutuco a Ferida
Arapuca é Poca, Subo a Descida.

Se agente muito fica parado o mundo fica no lugar.
Se o mundo muda a todo dia por que não devo mudar?

Eu mato a pau e mostro cobra que é pra quem quiser ver e comprovar.
Vejo tudo a se vender. Na feira das vaidades vendeu-se o verbo amar.

Mas não vendo a minha vida e nem vou vivendo a esmo.
Mais eu mudo a cada dia pra ser sempre mais eu mesmo.

E da chaga que não se apaga faço o calo da minha lida.
Pois da dor maior do parto dá-se da vida a partida.

A lagarta em casulo vive sob proteção
EM metamorfose ambulante leva sua casa própria ao chão.
Nova e nua despojadamente sua... o vôo vadio é sua libertação.

Teozin da Lua


Um anjo torto samba na linha reta, pensamento absorto e o cacoete de poeta.


O fino faro pro delírio (se eu paro eu fumo um fino e piro) que deixa alma inquieta.

Mamãe lhe dizia todo dia:
"Vê se te apruma, te arruma te arreta.
Toma um rumo mulek! Qual é tua meta?"

O impossível é teu alvo, São teus versos as setas.
Metáfora, Meta fora da reta. Só a metáfora é certa.

O verbo rasgado assim malandreado que cura a amargura dum dia enfadonho

O fio da palavra é um corte de navalha que talha sem falha a vida em carne crua.

Incendeia nosso breu sentinela do sonhos.

Com o Sol que te habita Teozinho da Lua.
Despeja teu louco lirismo nas ruas.
Entre o Mar e a Ilha sua paixão flutua.
Na vadiagem das rimas e viagens tuas.
Despeja teu louco lirismo nas ruas.
Com o Sol que te habita Teozinho da Lua.

Proseio:

Sei que em Grego Deus é Téo
Mas quando chegar teu dia de ir pro céu
Ahhh.. Aele vai te enquadrá: “Colé a tua chará!!??
Tá pensando que meu sangue é guaraná!!??
Despirocou pelo caminho, se fartou do pão chapou no vinho...
Agora vê se cresce te emenda e anda em linha reta!!”

Se Maior é Deus, qual o tamanho do poeta??
Seu caso só terá redenção no dia que o mundo compreender a boa nova de João...:
“No princípio era o Verbo, e o Verbo era Deus.”
A palavra é dom divino, pra pobres e ricos, nobres e plebeus...



Eperada Era, PrimaVera


Esperada Era, a PrimaVera...

Enquanto amargoso agosto já se ia, e um renovado gosto de manhã vindo vinha, o amanhã gososo lento se urdia e o que muito havia de ser já era.. também pudera
num vislumbre soberano sobejava a primavera e coloria o horizonte do que havia e do que houvera
nas raias da esperança floria o verbo têfé, e quem pouco tinha se abonava na abundancia dum tempo em que demorô, já é!