De Poeta da Voltaço
Pra fazer minha moral
Não tenho peito de aço
Ataco de cara de pau
Não quero carro blindado
Meu patrão mandei pro espaço
Rimas de corpo fechado
Minha história eu mesmo faço
Deixo Cuca Oca dormente
Com minha prosa apimentada
Não tenho as costas quentes
Mas minha língua é afiada
Dou um banho de água fria
Nessa mente atrasada
Farto da demagogia
da cidade acinzentada.
Dou vazão ao sentimento
Falo em clamor e não erro
Do pó que aspiro eu invento
A liberdade a fogo e ferro.
O fogo vem das caldeiras
Molda o ferro na usina
Moldo a vida em brincadeira
Do poeta em sua rima.
A fusão é meu tempero
Vou de angu com rabada
Mei do camin mei mineiro
Café Leite e Goiabada
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