segunda-feira, 21 de março de 2011

Remédio dessa Apatia

Desborda raiada a estrela da manhã num rebento,
deixo que o brilho aos meus olhos caia. N'Aurora me oriento!
As pálpebras cansadas carregando o peso largo da boemia,
não se entregam nas calçadas, e posso espreitar o sol desbragando o dia.
E eu me largando nos braços da poesia, 
versando a vez da valsa vadia.
Que me pega e na paga da tonteria, 
me traga e num transe se torna o remédio dessa apatia...
Que tu me entreg'às cegas ao raiar do dia.

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