segunda-feira, 20 de maio de 2013

... Pipas, Papagaios e Raias...



Foi-se e inda é Sendo a Vez de uma terra entrevada bem no Vale da Quimera.
Onde Pés Meninos de Sola encardida Pisam com com alegria na raiva da vida.
E muleques descalços disputam corrida, na rua na laje e na terra batida
Canela Magrela Subindo a Descida, Malícia no corre da perna cumprida.

A cachola Amolada no Sol escaldante, Trupicando se vão pelo chão fumegante,
As mão batizadas com vidro cortante, empinam sonhos em vidas flutuantes.
Envergados nos papagaios do futuro, driblam teias de fios, torres e muros.
Remendando a vida e seus furos, brincam e voam pra driblar os apuros.


Bambu, papel e cola, pra rabiola a sacola e, já sabem o cheiro da marola.
No asfalto é pé que se esfola, do Ciep ao beco da brizola, só lombra se os home cola.
O corpo inteiro treme ao barulho da sirene e no peito fica a marca do corte
Disbica sua pipa, sem medo da morte, vento vai vento vem, leva geral sempre pro norte.

Soberana Pipa reinando nos ares, Driblando as antenas grudadas nos lares.
Cultura de rua a voar 7 mares, Pipa Avuada vira brinco das árvores.

Mensageira da esperança, estandarte da liberdade
aquarela de criança, colore a cinzenta cidade.

Voa bem alto pra Pescar no Céu nossa esquecida Felicidade..

Nenhum comentário:

Postar um comentário